ALTEANDO

Quando, sob o pretexto
de transparência,
mascaram-se tudo.
Tudo fica mascarado.

E, quando tudo
fica mascarado e alteado,
com certeza,
alimentam-se
as ineficiências
e desnudam-se
as incompetências.

Então…
… perde-se a credibilidade.

LADEIRA DESLIZANTE

Certo período da minha trajetória jornalística, época que se primava por lindas crônicas (temas reais ou imaginários), relatos de fatos do dia a dia (artigos extensos), havia, entre nós, pensadores que defendiam uma linha ”sintetizada” e os estimuladores de imagens que reverberavam: ”uma imagem vale mais do que mil palavras”.

E todos estavam certos!

Eram pensadores, daquele presente, prenunciando aquilo que sobreporia no cotidiano do futuro.

Palavras, palavras, palavras, quantas palavras expostas ao léu?

– Com certeza, dezenas (quiçá, centenas, milhares) entre milhões.

Xô, saudosismo!

VAMOS ZIGUEZAGUEAR?
– Então vai, vai, vai,
vai ziguezagueando!

SÁBADO DE ALELUIA
”Malhação de Judas”?
– ”Deixa isso pra lá”!

Mas, se for entrar na ”onda”,
cuidado para não malhar
o ”JUDAS CERTO”!
Além de que, já se passaram mais de dois mil anos e, cá pra nós, qual foi o dia que o ”Iscariotes” esteve ausente?

O PASSO A PASSO, NO COMPASSO

O Outono deu a cara,
Ainda, coladinho no Verão.
Que ardiloso “bate o pé”:
Saio daqui, só se for, na marra.
(Olha o breque!)

(Firmeza no “Rebolo”
ou na Marcação,
meu querido “Diogão”!)

(E seguindo o gingado:
No dedilhado do Cavaco,
No gemido da Cuíca,
No “colorido” do Pandeiro!)

”Dim, dim, dim,
Dim, dim, dom.
Dim, dim, dim,
Dim, dim, dom.”

Ajuste o passo, passo a passo,
Mas não perca o compasso.

Ah, a “ESTAÇÃO”?
Se for Outono camuflado,
“Ardente” e embassado,
Que venha logo esse Inverno,
Para amenizar esse “inferno”.

OLHA O ÓLEO

Olha o Óleo…
Olha o Óleo…

”Essência’’… essencial para
Enorme gama de ”pseudos”.

Olha o Óleo…
Olha o Óleo…

Lustra madeiras
E, quiçá, até ”CARAS” de
Protagonistas de fatos,
Recheados de bandalheiras.

Olha o Óleo…
Olha o Óleo…

APOCALIPTICANDO

Vivenciamos tempos assemelhados a um iminente Apocalipse, onde proliferam interpretações especulativas (ou reais) de como seria o fim do mundo, segundo as narrativas de são João!

Embora fatos atemorizantes, provenientes de sinais da natureza (entre outros), estimulados (ou não) por ações da raça humana, apontem para o relato catastrófico explicitado nos escritos do apóstolo visionário (são João), espera-se que os estudiosos vislumbrem algo mais atenuante; e que a visão do “Autor do Texto” seja mais, muito mais amena.