”AFLORAMENTOS”

E, naquele desabafo, ele não se conteve:

– Lamento, lamento, lamento muito, e pelo que pude observar, a decepção aparenta ser geral!

– Não! Não! Não!

Pause, pause agora!

Concentre-se!
Pode não ser tão irremediável assim!
Cautela, muita cautela, nesses momentos é recomendada!
Apenas acabastes de constatar que existem mutações!
Imaginastes o ”paraíso” e acabastes se enraizando a uma espécie de ”purgatório”.

Atentando bem, verás que te decepcionastes pelo mal menor!
Poderias ter enveredado para a terceira via! Via abrasiva ou extremamente gelada, tanto quanto o ”inferno”!

Não sei se acalenta, nem sei se serve de consolo mas, nesse caso, o fogo e o gelo produzem os mesmos efeitos: ambos queimam.

Também, não sei se te conformarás mas, basta olhares com muita atenção que verás ganâncias e lamaçais espalhados por todos os lados.

Tenhas em mente que as coisas, dificilmente serão ou se apresentarão da maneira que gostaríamos.

Mas, tenhas certeza de que sempre poderemos mudá-las.

Agora…
…ergas a tua cabeça, pare de choramingar, e toque essa mula, seu moço.

”ALENTO”

”Clientes” que já passaram pelas acomodações da carceragem da PF, em Curitiba, ocupando espaços de qualidades inferiores àqueles usados pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aventaram que, mesmo usufruindo de instalações ”especiais”, concedidas pela representatividade do cargo ocupado outrora, ele poderá experimentar momentos de solidão.

Então…
…para levantar o astral dele e dos ex-ilustres e agora condenados, peço licença para enviar-lhes a letra do grande sucesso que embalou blocos carnavalescos nos salões da década de 1960.

TRISTEZA

Autores:
Niltinho Tristeza e Haroldo Lobo.

Tristeza,
por favor vá embora.
Minha alma que chora,
está vendo o meu fim. [?]

Tristeza,
por favor vá embora
Minha alma que chora,
está vendo o meu fim. [?]

Fez do meu coração,
a sua moradia.
Já é demais o meu penar [?!]
Quero voltar
àquela vida de alegria.
Quero de novo cantar. [?!]

Ah, os colchetes acima
foram inserções minhas.

ELE E ELA

A travessia, na
escuridão daquele túnel…
…dizem que é macabra,
apavorante!
(não para todos, é claro!)

Ele…
…aproximando, aproximando.

Ela…
…sorridente,
debruçada na janela,
esperando, apenas observando.

Toda vez que ele vai se aproximando daquele local, o coração fica acelerado e a respiração ofegante. Mas tudo se estabiliza ao vê-la, sorridente, debruçada na janela.

Vagueando em pensamentos…
…momentos quase hipnóticos…
…revestidos de pura magia, acabam induzidos a uma sensação de que tudo parou. De que o tempo permanece estático, menos para Ele e para Ela.

Esvaem-se as fantasias e, de volta à realidade, ele continua a sua jornada, levando na mente apenas a magia provocada por aquele entreolhares: o seu, com aqueles trejeitos, e o dela, sorridente, debruçada na janela.

Ele…
…se distancia.

Ela…
…sem verter lágrimas,…