MAIS OU MENOS ASSIM

Duas ”narrativas”, encimadas em um alinhamento ímpar: A MELODIA!

Pois é! A MÚSICA e suas versatilidades poéticas.

Vídeo acima, publicado em
20 de junho de 2010
por Nicole Centerblog.

Comme d’habitude

Composição:
Claude François
/Jacques Reveaux.
Interpretada pelo autor:
Claude François.

Je me lève
Et je te bouscule
Tu n’te réveilles pas
Comme d’habitude

Sur toi
Je remonte le drap
J’ai peur que tu aies froid
Comme d’habitude

Ma main
Caresse tes cheveux
Presque malgré moi
Comme d’habitude

Mais toi
Tu me tournes le dos
Comme d’habitude

Alors
Je m’habille très vite
Je sors de la chambre
Comme d’habitude

Tout seul
Je bois mon café
Je suis en retard
Comme d’habitude

Sans bruit
Je quitte la maison
Tout est gris dehors
Comme d’habitude

J’ai froid
Je relève mon col
Comme d’habitude

Comme d’habitude
Toute la journée
Je vais jouer
A faire semblant
Comme d’habitude
Je vais sourire
Comme d’habitude
Je vais même rire
Comme d’habitude
Enfin je vais vivre
Comme d’habitude

Et puis
Le jour s’en ira
Moi je reviendrai
Comme d’habitude

Toi
Tu seras sortie
Pas encore rentrée
Comme d’habitude

Tout seul
J’irai me coucher
Dans ce grand lit froid
Comme d’habitude

Mes larmes
Je les cacherai
Comme d’habitude

Mais comme d’habitude
Même la nuit
Je vais jouer
A faire semblant
Comme d’habitude
Tu rentreras
Comme d’habitude
Je t’attendrai
Comme d’habitude
Tu me souriras
Comme d’habitude

Comme d’habitude
Tu te déshabilleras
Oui comme d’habitude
Tu te coucheras
Oui comme d’habitude
On s’embrassera
Comme d’habitude

Comme d’habitude
On fera semblant
Comme d’habitude
On fera l’amour
Oui comme d’habitude
On fera semblant
Comme d’habitude

Abaixo, tradução para
a língua portuguesa,
por Éverton.

Como de costume

Eu me levanto
E te procuro
Mas você não acordará
Como de costume

Sobre você
Eu coloco o lençol
Tenho medo que você tenha frio
Como de costume

Minha mão
Acaricia seu cabelo
Quase a pesar
Como de costume

Mas você
Você vira as costas para mim
Como de costume

Então
Eu me visto rapidamente
Deixo o quarto
Como de costume

Sozinho
Eu bebo meu café
Estou atrasado
Como de costume

Silenciosamente
Saio de casa
O céu está cinza lá fora
Como de costume

Eu sinto frio
Levanto minha gola
Como de costume

Como de costume
O dia inteiro
Eu vou jogar
Um faz de conta
Como de costume
Eu vou sorrir
Como de costume
Eu vou até rir
Como de costume
Finalmente eu vou viver
Como de costume

E depois
O dia acabará
E eu voltarei
Como de costume

Você
Você terá saído
E ainda não terá voltado
Como de costume

Sozinho
Eu irei me deitar
Nesta cama fria
Como de costume

Minhas lágrimas
Deixarei cair
Como de costume

Mas como de costume
Bem tarde da noite
Eu vou jogar
Um faz de conta
Como de costume
Você voltará
Como de costume
Eu te esperarei
Como de costume
Você sorrirá para mim
Como de costume

Como de costume
Você se despirá
Sim, como de costume
Você se deitará
Sim, como de costume
Nós nos beijaremos
Como de costume

Como de costume
Vamos fingir
Como de costume
Amaremos-nos
Sim, como de costume
Vamos fingir
Como de costume.

Original de
Claude François
/Jacques Reveaux.

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Vídeo publicado em
13 de junho de 2013
por Gérard Vidal.

My Way

And now the end is near
And so I face the final curtain
My friend, I’ll say it clear
I’ll state my case, of which
I’m certain

I’ve lived a life that’s full
I travelled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets I’ve had a few
But then again too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption

I planned each chartered course
Each careful step along the by way
And more, much more than this
I did it my way

Yes
There were times
I’m sure you knew
When I bit off more than I could chew

But through it all, when there was doubt
I ate it up, and spit it out
I faced it all, and I stood tall
And did it my way

I’ve loved, I’ve laughed, and cried
I’ve had my fill, my share of losing
And now, as tears subside
I find it all so amusing

To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh no, oh no, not me
I did it my way

For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels

The record shows
I took the blows
And did it my way
Yes, it was my way

Intérprete: Frank Sinatra.
Versão adaptada do Francês
para a língua inglesa: Paul Anka.
Original de
Claude François/Jacques Reveaux.

Tradução para a
língua portuguesa (…?):

Meu jeito

E agora o fim está próximo
Então eu encaro a cortina final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual
tenho certeza

Eu vivi uma vida por inteiro
Eu viajei por cada e em toda as estradas
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns
Mas então, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, ao longo da estrada
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Sim
Teve horas
Eu tenho certeza de que você sabe
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar

Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engoli e cuspi fora
Eu encarei tudo isso e continuei altivo
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu sorri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido

De pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não eu
Eu fiz do meu jeito

E o que é um homem, senão o que ele tem
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se ajoelha

Os registros mostram
Que eu recebi as desgraças
E fiz do meu jeito
Sim, esse era meu jeito.

 

A OVELHA QUE POSSUI EXCESSO DE LÃ, PODE SENTIR CALOR. MAS QUANDO TOSQUIADA, CERTAMENTE IRÁ SENTIR FRIO.

Pelo seu trabalho, à frente da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, merecidamente, recebeu o prêmio de Brasileiro do Ano. O evento, que também premiou personalidades de outros segmentos do cenário nacional, foi realizado pela revista IstoÉ, terça-feira, dia 5, na cidade de São Paulo.

No rol de convidados, presentes à cerimônia, estavam o presidente Michel Temer, ministros de Estado e deputados integrantes do “clã governista” que, durante a premiação do juiz Moro, expressaram ares de insatisfações.

Atitudes desrespeitosas, antidemocráticas, antiéticas, podem (ou não) acabar gerando constrangimentos?

Entendimentos à parte o fato é que, voluntária ou involuntariamente, “orquestradamente”, os integrantes do “clã governista”, com a carranca estampada nos rostos, permaneceram sentados, imóveis, em atitudes contrárias às dos demais presentes que, no momento da premiação, em uníssono, de pé, aplaudiam o homenageado Sérgio Moro.

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Isto Aqui, o Que É?
Autor: Caetano Veloso

”Isto aqui, ô ô
É um pouquinho
de Brasil iá iá
Deste Brasil
que canta e é feliz
Feliz, feliz,…”

 

O LEITE E O SEU SEGREDO

Na década de 1.960, Auriflama passou por várias transformações. Entre tantas, relato algumas presenciais (eu estava lá).

Durvalino Girotto e seu cunhado Alfio Frederico Sbroggio deixavam o ramo de secos e molhados – “venda”, localizada na rua João Pacheco de Lima, adquirida (ponto e estoque) pela família Lopes (Fernando, Antonio) da cidade de Pereira Barreto.

Alfio e Durvalino, profissionalmente, mudaram radicalmente: de “secos e molhados” para “concessionária de automóveis”. Iniciava-se aí a construção do prédio que abrigaria a Sbrogicar, revenda autorizada de veículos Volkswagen e suportes como oficina mecânica, lavagem, funilaria, pintura e “posto” de abastecimento de combustíveis.

Paralelamente, Elizaldo Pozzeti construía a primeira Rodoviária (particular) em terreno localizado na confluência das atuais ruas João Pacheco de Lima e Osório Messias de Almeida.

A “Nova Rodoviária”, que substituiu os “Pontos de Ônibus” localizados em frente aos bares do Luiz Rego e da Dona Laura (estes bares provavelmente serão temas para outros “contos”), abrigava a agência de ônibus VAP (Viação Aprazível Paulista) e também era uma espécie de “mini shopping” com bares, sorveteria/sucos, eletrotécnica (rádio e tv), salão de beleza feminino, salão para cortes de cabelo e barba, alfaiataria, sapataria, açougue, serviço de alto-falantes, banca de jornais e revistas, tipografia, consultório dentário, bicicletaria, mercearia, etc.

E, nesse “universo” de prestações de serviços, comércios varejistas e de entretenimento estava o espaço do João Batista de Oliveira, popularmente conhecido por “João do Norte”, localizado frontalmente com o açougue dos Bastos (Antonio e Ercílio) e, no centro do vão lateral da ala, com o querido “jornaleiro” Joaquim Hipólito de Souza Filho (o “seu Joaquim”).

Pois bem: o “João do Norte” servia a seus clientes, entre outras guloseimas, um leite, “batido” no liquidificador, somente com açúcar. Uma delícia, algo comparado ao imaginário “nectar dos deuses”.

Eu, já na época “consumidor fidelidade”, depois de observar atentamente o preparo: o leite (da “jarra”) ao copo, do copo ao copo do liquidificador, a adição do açúcar (cristal), o tempo estimado das rotações do motor, girando aquela hélice cortante, tentei, por inúmeras vezes, repetir (em casa), sem sucesso, o feito do Senhor João. Confesso que pensei em pedir-lhe que me ensinasse, na teoria e na prática mas, apesar daquele jeito bonachão, dava para notar que havia “algum segredo”, então acabei me intimidando.

Tentei “copiar” o “fazimento” do “João do Norte”, ao longo de minha vida, mas sempre fiquei distante daquele sabor. Mas, num recente bate papo, relembrando os tempos idos, um “amigo do peito” acabou me contando o “segredo”: e, não deu outra, CONFIRMEI, NO ALVO, NA MOSCA.

O “SEGREDO”?
“Me perdoem, mas o próprio nome já diz: É “SEGREDO””!

“E TER MIL HISTÓRIAS PRA CONTAR”.